Un article du Correio da Manhã sur la chaleur aux entraînements:
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O facto ganha contornos preocupantes tendo em conta que na Alemanha durante o campeonato do Mundo as temperaturas estarão bem abaixo das que actualmente se registam no Alentejo ? em Colónia, onde Portugal fará a sua estreia, frente a Angola, a temperatura média era ontem de oito graus.
O Correio da Manhã contactou diversos especialistas, nomeadamente fisiologistas, para tentar perceber quais as implicações de treinar em condições de muito calor, especialmente tendo em conta que os atletas chegam a esta altura desgastados devido aos muitos jogos realizados. ?O ideal é sempre treinar em condições climatéricas semelhantes às que se vão encontrar em competição.
Na Alemanha, as temperaturas durante o Mundial deverão ser mais baixas o que vai criar alguns problemas porque há sempre uma adaptação que o organismo tem de fazer?, afirmou ao CM um conceituado especialista que pediu o anonimato, aliás como todos aqueles que contactámos.
O maior problema que o calor provoca é a desidratação, com todas as consequências que daí advêm, nomeadamente o aparecimento de lesões. ?As perdas hídricas durante os treinos podem proporcionar o aparecimento de lesões, sobretudo musculares. Os jogadores ficam também mais susceptíveis a contrair doenças como gastrenterites.?
Os jogadores têm-se queixado do calor, mas anteontem o lateral-direito Miguel afirmou que trabalhar com temperaturas altas pode ser benéfico porque na Alemanha o clima estará mais fresco e os portugueses sentirão então mais facilidades. Um dos nosso interlocutores discorda completamente desta ideia. ?O problema de treinar debaixo de muito calor é que obriga a um esforço maior para fazer o mesmo tipo de trabalho e por isso trabalha--se com menos intensidade. Se a Selecção estivesse a treinar com temperaturas mais baixas, com o mesmo esforço poderia treinar com mais intensidade.?
Já o especialista em Psicologia do Desporto, Duarte Araújo, aponta alguns aspectos positivos nas diferenças de clima entre treino e competição: ?No curto prazo, sob calor intenso, o atleta tende a aumentar a letargia, os erros também aumentam e o desempenho é menor. Mas no longo prazo pode também ajudar os atletas a adaptarem-se às condições adversas da competição.?
NA ALEMANHA AINDA HÁ NEVE
Uma presença constante nos trabalhos da selecção nacional tem sido irremediavelmente o calor: no estágio de Évora, dias houve em que os 35 graus de temperatura foram ultrapassados. Mas enquanto os craques lusos treinam sob o sol do Alentejo, na Alemanha ainda há localidades onde é possível encontrar... neve!
Quando estamos prestes a entrar no Verão ? começa oficialmente no dia 21 de Junho ? certas cidades germânicas não chegam a registar temperaturas acima dos 15 graus e em Marienfeld ontem a temperatura média rondava os nove graus! Claro está que se espera nos próximos dias que o calor se intensifique, mas muito dificilmente as temperaturas, durante o Mundial?2006, atingirão os valores que se verificaram durante a preparação da equipa portuguesa.
O TRISTE EXEMPLO DE MACAU
Nas análises que se fizeram ao fracasso de Portugal no Mundial de 2002, muitos foram os que apontaram o dedo à opção por estagiar em Macau. A Selecção, então comandada por António Oliveira, encontrou temperaturas muito elevadas e, principalmente, níveis de humidade impressionantes, que chegavam a ultrapassar os 90 por cento. Quando depois a equipa chegou à Coreia do Sul, as condições eram bem diferentes: menos calor e muito menos humidade. O problema agora é idêntico: a enorme diferença entre o clima de treino e o de competição.
?O estágio foi realizado em condições tremendas e os jogadores sentiram depois grandes dificuldades de adaptação ao clima coreano?, recorda um dos especialistas ouvidos pelo CM.
Hoje a Selecção realiza o seu último treino em Évora, após onze dias no Alentejo, e na sexta-feira parte para o Luxemburgo.
HISTÓRIAS DE PORTUGAL NO MUNDIAL
PÂNICO NO AVIÃO DURANTE O MUNDIAL DE 1986
Numa das deslocações realizadas durante o Mundial de 1986, no México, um raio atingiu o avião em que seguia a selecção nacional.
Após a queda de algumas bagagens que estavam mal acondicionadas nos compartimentos e das sacudidelas que se seguiram, os jogadores ficaram ?muito preocupados?.
Conta quem apanhou um ?valente susto? que o internacional português que ?mais medo? teve foi o central Morato, que, na altura, representava o Sporting.
?Passou o resto da viagem, entre Monterrey e Guadalajara, debaixo de um dos bancos. Não queria sair de lá e estava sempre a perguntar quando é que o avião aterrava?, disseram ao Correio da Manhã vários dos futebolistas que estiveram no polémico Campeonato do Mundo do México.
31 DE MAIO 1986
O seleccionador polaco, Anton Piechniczec, tece um elogio ?venenoso? à equipa portuguesa, os Infantes: preferia jogar com Portugal do que com Marrocos no primeiro jogo deste Mundial.
Ça a pas l'air positif...enfin heureusement ils s'en vont..