Hulk promete: "Vamos jogar ao ataque"Hulk garante que o FC Porto não vai entrar em campo com a preocupação de defender a vantagem assegurada em Moscovo. "Apesar do resultado positivo lá, num campo totalmente diferente do nosso, com um piso sintético totalmente diferente do nosso, não vamos jogar à defesa", garantiu o avançado portista em declarações à sua assessoria de Imprensa, acrescentando que o FC Porto será igual a si próprio. "Vamos jogar o futebol que sempre jogamos, de ataque", frisou, recordando a "excelente campanha" da equipa "esta época". "Vamos dar o máximo para seguir em frente na Liga Europa", garantiu, recordando ainda a solidariedade com o Japão, que materializou numa mensagem inscrita na t-shirt que usou sob o equipamento no jogo com o Leiria. "Eu e a minha esposa ficámos muito chocados com tudo o que aconteceu. Foi lá que nos conhecemos e foi onde ela ficou grávida do nosso primeiro filho."
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Villas-Boas pede casa cheia"Precisamos que os adeptos nos apoiem"
Villas-Boas desconfia do jogo que o CSKA vai apresentar no Dragão. Sabe que é uma equipa muito forte nas transições, mas não sabe se o adversário vai jogar no erro do FC Porto ou lançar-se ao ataque em busca do golo indispensável para equilibrar a eliminatória. Cauteloso, o técnico dos dragões deu como exemplo o jogo com o Sevilha para alertar para os perigos que a vantagem da primeira mão pode trazer.
Ganhar fora sem sofrer golos é uma margem confortável para este jogo?
Será um jogo extremamente perigoso, porque qualquer golo do CSKA cria um estado de ansiedade que é importante. É preciso manter a concentração, e que os adeptos encarem esse sentimento, que apoiem a equipa e que não mostrem, eles, a ansiedade. É importante que os adeptos se sintam confiantes para apoiar a equipa a cem por cento e, correndo tudo bem, em princípio passaremos a eliminatória. Gerar ansiedade não vale a pena; que os adeptos encham o estádio, porque a eliminatória é importante e a equipa merece pelo percurso que vem fazendo. A empatia total entre jogadores e adeptos é essencial, pois vamos encarar um dos adversários mais complicados da prova, que no ano passado só foi batido pelo campeão europeu e que mostra competência.
A derrota com o Sevilha serve de alerta?
O que tenho de fazer é a constatação real das qualidades do CSKA, uma equipa do topo mundial, com fortes investimentos e jogadores pagos a peso de ouro. É extremamente competitiva, com resultados impressionantes e com o sonho de voltar a vencer esta competição. Temos o máximo respeito porque é uma grande equipa europeia que pode ganhar em qualquer campo.
Quais as maiores dificuldades que o CSKA pode colocar?
Isso ficou nítido na primeira mão. É forte na transição, no contra-ataque, coloca muitos jogadores na frente, gerando constantes situações de quatro contra quatro. São esses os problemas que podem causar, e temos de estar alertas.
Apesar dos triunfos em Moscovo, o FC Porto ainda não venceu o CSKA em casa...
Isso revela a força do CSKA. Tem dois empates a zero aqui, mas o empate não lhes serve e vão procurar a vitória. Têm de procurar o golo, e temos de nos mostrar competentes para vencer o jogo e passar a eliminatória.
Sendo obrigado a marcar, espera um CSKA de ataque?
Não sei responder. Aconteceu o mesmo com o Sevilha e tivemos um FC Porto dominador, com muitas oportunidades, mas que acabou por perder. É imprevisível, depende da estratégia que têm, e esperamos que a nossa seja melhor.