Voici les résultats des futurs grand joueurs du Sporting, et après des questions-réponses de JEB.
Super attaquant ce Amido Baldé, c'est bizarre car cette année il aurait du joué en équipe A.

O presidente do Sporting deslocou-se no sábado ao Tramagal, para participar no jantar comemorativo do 25.º aniversário do núcleo Sportinguista da localidade ribatejana. Antes do jantar, José Eduardo Bettencourt mostrou-se disponível para abordar os temas mais atuais do clube de Alvalade. Começou pelo apoio à seleção nacional, terminou com mais uma demonstração de confiança nos jogadores e equipa técnica.
R - No dia em que a seleção nacional realiza um encontro decisivo no Estádio da Luz, o presidente do Sporting desloca-se ao Núcleo Sportinguista do Tramagal. Por que motivo?B - Olhe, porque há muito tempo que me tinha comprometido. Não é possível ir a todos os núcleos e eu próprio defini regras que gostaria de respeitar, que passavam por privilegiar os 25.ºs e os 50.ºs aniversários. Portanto, marquei há muito tempo a minha vinda aqui, por causa do grande sportinguismo desta região e pelo respeito que as pessoas daqui me merecem. Todos nós temos muita pena de não poder ver o jogo, mas todos nos sacrificamos um bocadinho e estamos com um olho no burro e outro no cigano, a ver se a Dinamarca ganha, para nos ajudar. Estou completamente em espírito, e estamos todos aqui reunidos a torcer pela seleção. Obviamente não nos passa outra coisa pela cabeça que não apoiar a seleção até ao fim. É que nos compete.
R - O sportinguismo, neste caso, sobrepõe-se ao patriotismo?B - Não, não, não. O patriotismo está acima de tudo e, por isso, é que estamos aqui com um olho no burro e outro no cigano. O sportinguismo é sinónimo de patriotismo.
R - Em declarações a Record, o candidato a candidato, Pedro Pinto Souto, arrasa os primeiros meses da sua gestão, à frente do Sporting. Merece-lhe algum comentário?B - Ainda é cedo para arrasar. Pode esperar-se mais uns mesinhos e, no final, depois arrasar, com razão ou sem razão, mas por enquanto é cedo ainda para arrasar.
R - Não considera que os adjetivos utilizados para caraterizar a sua gestão - autista e desastrada - são um pouco exagerados?B - Já que me falam nisso, só um recadinho: gostava muito é que ele renovasse os lugares que tem para renovar, porque isso é que dava muito jeito para a nossa tesouraria. Porque há quem não possa e, com muito sacrifício, esteja à espera do subsídio de férias para pagar o lugar. Quem pode, podia renovar os lugares. Eu gostava muito que ele renovasse os lugares, em vez de falar tanto.
R - Na 3.ª feira, a Assembleia Geral do clube pronuncia-se em definitivo sobre o plano de reestruturação financeira acordado com a banca. Este é um plano fundamental?B - É fundamental, mas não vamos fazer nenhum drama disso, porque durante este período houve muita reflexão sobre o tema e as pessoas todas perceberam a bondade da proposta, que é uma proposta essencial para o Sporting poder funcionar. De outra forma, o que acontece é que, todas as épocas, não sabemos se havemos de ir mais para esquerda ou mais para a direita. Portanto, os anos vão passando, os outros vão seguindo o seu caminho e nós ficaremos para trás, irremediavelmente. Agora, não vou fazer nenhuma espécie de grande campanha ou de pequena campanha. Acho que a assembleia vai correr muito normalmente. Aliás, o próprio Conselho Leonino, com as várias tendências que lá estão, foi uma reunião muito interessante. Nem foi uma assembleia, eu diria que foi quase um bate-papo, em que as pessoas perceberam, claramente, o que está em causa, que é perspetivar a sobrevivência do Sporting com alguma estabilidade, para que, quem quer que seja que lá esteja, Bettencourt ou outro qualquer, possa trabalhar e apresentar um plano. Sem as coisas devidamente estruturadas, não há plano, vive-se o dia-a-dia e quem vive o dia-a-dia arrisca-se a ficar para trás, porque não tem os mesmos meios, começamos a viver na base dos milagres e os milagres não acontecem.
R - Existe um plano B?B - Não!
R - Considera que as alterações por si promovidas - a garantia da maioria no capital da SAD e as mais-valias na eventual alienação da Academia de Alcochete - vão contribuir para calar aqueles que se mostraram mais contrários ao plano e, assim, garantir a sua aprovação?B - Por aquilo que conheço do Sporting, tenho a obrigação e a missão - aliás, nunca escondi isso - de pacificar o clube, porque é impossível trabalhar com o clima que se tem vivido nos últimos anos. E porque é que eu achava que tinha essa missão? Porque, reconhecendo o excelente trabalho ou algumas pistas, algumas decisões que tiveram que ser tomadas no tempo de Dias da Cunha, com as quais eu concordo 100 por cento; e, depois, numa fase posterior, também concordo com algumas propostas de Soares Franco, sempre me vi como alguém capaz de fundir um bocadinho essas propostas e acrescentar aquilo que eu ouvi de algumas pessoas, nomeadamente de Dias da Cunha, de forma a dar mais tranquilidade e mais confiança, para a proposta poder ser passada. Nesse aspeto, se eu contribuir para esta paz, já prestei um bom serviço ao Sporting, pois terei criado condições para alguém poder trabalhar para que o Sporting esteja acima de qualquer pessoa, Bettencourt ou outro qualquer. Para mim, é muito pouco relevante se a gestão é desastrosa ou não desastrosa. O que é relevante é haver crítica sustentada, porque senão não há condições de trabalhar. E a única coisa de que ficamos todos a falar é que podemos ser o Belenenses, que é uma conversa que já tem 30 anos. Era eu pequeno e já ouvia falar do Belenenses. Todos os anos há uns sportinguistas que fazem um diagnóstico muito simpático: podemos vir a ficar como o Belenenses. Porreiro, como diz o outro. E, depois? Não precisamos de mais diagnósticos. Se os sportinguistas quiserem, alinhar no choradinho é uma forma... No entanto, aquilo que eu vejo, essencialmente, são sportinguistas um bocadinho cansados, com vontade de dar um salto em frente, de se arregimentarem, em relação a um projeto que tem que ter pernas para andar. Nesse aspeto, por isso digo, não tenho plano B. O meu único plano era conseguir pacificar, juntar algumas tendências e começar a criar uma certa cultura Sporting, que tem que ser transmitida para fora, que tem que ser transmitida para dentro, para as pessoas que lá trabalham e isso não se faz em 15 ou 30 dias. A criação de um espírito de cultura Sporting faz-se pela vivência de um clube a tempo inteiro. Portanto, isto é tudo ainda muito recente para podermos tirar grandes ilações, a menos que as pessoas já tenham algumas ideias pré-concebidas. Eu não tenho.
R - Criticou o fundo de jogadores criado pelo Benfica. Admite que o Sporting venha a seguir um caminho semelhante?B - É uma medida sempre possível, faz-se aqui, faz-se em todos os sítios. O acesso a crédito bancário, como todos os portugueses sabem, é cada vez mais difícil, para as famílias, as empresas e os clubes não vão fugir à regra. Portanto, se o acesso ao crédito bancário está cada vez mais difícil, quando não se consegue mostrar bem como é que se paga aquilo que se deve, as pessoas retraem-se e, aquilo que tiver que ser feito, tem que ser feito com os meios que nós geramos e libertamos. Aí é que poderá ser o plano A, o plano B ou o plano C. Nós estamos numa fase entre a carne e o peixe, porque estamos com muito menos orçamento que os nossos competidores e com muito menos capacidade de investir que outros. Obviamente, não fugimos à responsabilidade de com menos termos que fazer mais, mas temos que escolher uma via, que tem que ser em função daquilo que o Sporting possa e os sportinguistas quiserem que o Sporting seja.
R - Está arrependido das críticas feitas ao fundo criado pelo Benfica?
B - Não queria falar mais sobre isso.
R - Esta semana começou com uma grande dúvida existencial em torno da continuidade de Paulo Bento como treinador da equipa de futebol profissional...B - Começou para quem?
R - Para os sportinguistas... Houve uma reunião e a posição do treinador acabou por ser reforçado...B - Eu, por acaso, vi isso com muita atenção. Fui vendo que ia haver uma reunião, mas não houve reunião nenhuma. Aqui há uma coisa muito simples: estamos muito tristes com a forma como algumas coisas têm corrido mal. Estou triste. E estou triste, porque as pessoas estão tristes. É muito mais fácil vir aqui, estar com as pessoas e ter motivos de orgulho e contentamento. É muito difícil quando as coisas correm mal. Agora, há uma coisa que eu tenho que dizer: é um grupo que treina nos limites, que, antes do jogo, faz um grito no limite, que está com o seu treinador, o treinador está com os seus jogadores. Portanto, há uma coisa, que alguns jogadores em entrevistas têm dito recentemente, chamada pressão. Talvez por se ter criado a obrigação de ganhar, até fruto de investimentos que outras equipas fizeram, talvez tenha existido uma maior pressão de ganhar e isso, de alguma forma, está a inibir e a tolher alguns atletas. Isto é uma coisa que temos de resolver rapidamente. Para quem está fora, vê as coisas de uma determinada maneira. Mas, para quem está dentro, como eu, vejo como é que as pessoas trabalham, a seriedade das pessoas, o empenho que as pessoas põem no treino e a vontade que têm e, sobretudo, em jogos em que nós temos tido a responsabilidade clara de ganhar, as coisas têm corrido menos bem. Em jogos em que não temos tanta responsabilidade de ganhar, as coisas têm corrido bastante melhor. Vide a Fiorentina, vide o próprio jogo no Dragão, como menos um, não acusámos nenhum tipo de pressão, antes pelo contrário. Depois temos tido também alguma infelicidade. Contra o Belenenses fizemos o suficiente para ganhar o jogo. Tivemos muita infelicidade. Não quer dizer que tenhamos feito uma grande partida, mas fizemos o suficiente para ganhar o jogo.
R - Que mensagem deixa aos sportinguistas nesta fase de crise de resultados desportivos?B - Estamos a fazer tudo para dar a volta, porque é difícil para eles, é difícil para mim. Somos todos sportinguistas. Para os sportinguistas é que está a ser difícil. Depois, para alguns, não está a ser difícil, mas esses são poucos. A maioria dos sportinguistas está triste. Há uns que estão satisfeitos. Ainda não percebi porquê, mas hei-de perceber um dia.